Coleta de lixo de Novo Hamburgo passará por mudanças; veja o que muda

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Edital de concorrência prevê instalação de contêineres em alguns bairros do Município


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Juarez Machado/GESAtualmente empresa Ecopav faz a coleta de lixo em Novo Hamburgo

A partir de agosto começa um novo processo de recolhimento do lixo em Novo Hamburgo. As mudanças estão dentro do edital de concorrência lançado no dia 25 de maio, que estabelece a colocação de contêineres em áreas de cinco bairros. Com isso, nesses locais o recolhimento dos resíduos será feito mecanicamente. Nas regiões restantes, permanecerá de forma manual.

Está prevista a instalação de 300 contêineres metálicos com capacidade de 2,4 mil litros nas zonas de coleta 1 e 2, que abrangem pontos dos bairros Rio Branco, Pátria Nova, Centro e Guarani. Além disso, nas ruas Bartolomeu de Gusmão, Ícaro, Vereador Oscar Horn e Florença, no bairro Canudos, serão colocados 100 contentores com capacidade de mil litros. Eles serão dispostos nas ruas, com distância de 100 metros entre um e outro.

Conforme a prefeita Fatima Daudt, a escolha deste novo sistema de recolhimento de lixo é decorrente de uma série de estudos que buscam tornar o processo mais rápido e eficiente. “Hoje, a maioria das cidades já vai por este caminho. Trata-se de um avanço na qualidade da coleta e, na medida do possível, a gente quer expandir este modelo para outros pontos”, afirma.

Atualmente, é feita apenas a coleta manual na cidade, cujo contrato emergencial foi renovado neste mês. O prazo de duração dele é de até 180 dias, ou seja, poderá ser rompido a partir da conclusão da nova licitação. “Nos contentores, o processo de coleta é mais higiênico porque vai evitar que o lixo fique acumulado nas ruas”, destaca o secretário de Meio Ambiente Udo Sarlet.

Coleta seletiva em setembro

A coleta seletiva não está prevista neste edital para recolhimento de resíduos sólidos. Ela deve ser licitada somente a partir de setembro, mês em que serão encerrados os contratos com as cooperativas de catadores. O objetivo da Prefeitura é fazer um novo processo, que contemple a coleta seletiva em todos os bairros da cidade. Para isso, estudos estão sendo realizados. “Esta era uma inquietude minha, há anos. Eu não conseguia admitir que Novo Hamburgo não tivesse coleta seletiva”, afirma Fatima.

Educação ambiental

Será responsabilidade da empresa contratada o desenvolvimento da educação ambiental, por meio de materiais gráficos informativos impressos, como folders, folhetos e cartazes a serem distribuídos na rede de ensino municipal. A vencedora da licitação deverá ainda desenvolver atividades de artes cênicas junto ao público infantojuvenil, conforme orientação da Secretaria do Meio Ambiente.

Em busca de solução

No início deste ano, e depois de alguns problemas com a coleta de lixo em Novo Hamburgo, a Prefeitura anunciou que uma nova licitação seria lançada. O contrato emergencial com a Ecopav, que venceria neste mês, foi renovado por um prazo de até 180 dias. Ou seja, pode ser rompido antes, a partir do momento em que a nova licitação esteja concluída e empresa selecionada comece a trabalhar na cidade.


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Keli Oliveira/EspecialNovo Hamburgo produz 4,8 toneladas de lixo por dia

4,8 toneladas por dia

Hoje, a coleta de cerca de 4,8 mil toneladas é feita de forma manual em todos os bairros e, incluindo o transbordo e o transporte para o destino final, custa em média R$ 851 mil por mês. Há variação todos os meses, pois o custo depende da pesagem feita na Central de Triagem e Compostagem dos Resíduos Sólidos Domiciliares do bairro Roselândia. Conforme o secretário de Meio Ambiente, o preço pago atualmente está defasado, em desacordo aos custos atuais de mercado. Por isso, também, a nova licitação prevê um gasto maior para a operação. Hoje, cada tonelada custa R$ 117 e, no processo licitatório, a estimativa é de que o valor seja de R$ 155.

Os custos do novo modelo

O edital tem um valor total estimado de R$ 1,3 milhão por mês, com projeção para a coleta de até 5 mil toneladas de lixo. O gasto previsto para a coleta manual, de cerca de 4,3 mil toneladas, é de R$ 666.741,85 mensais. Este valor engloba também o recolhimento mecanizado dos 100 contentores que ficarão no bairro Canudos. Outros R$ 248.797,31 mensais correspondem à coleta dos 300 contêineres metálicos que serão instalados na área central. Além disso, o edital projeta o custo de R$ 270.629,12 por mês para o transporte de resíduos até o aterro sanitário e mais R$ 155.412,29 para transbordo, compostagem e monitoramento do aterro.

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